Pool Poem Soundtrack

Uma lição de poesia para piscina pública e DJ. Peguem nos fatos de banho, nas toalhas e está marcado o encontro para (re)aprender a aprender de cor.

Uma centena de espetadores reúne-se numa piscina. Na cadeira do nadador salvador, está um ator à espera deles. Perto um DJ já preparou o seu set.

Todos mergulham na água clorada e na música eletrónica; dança-se, nadando e nada-se dançando. Alguns minutos depois, o tempo necessário para verificar a temperatura da água, do público e do beat, a voz do ator junta-se à música e declama um poema. Um poema bonito. Um poema para hoje, para amanhã, para nós, para sempre.

Depois o ator anuncia que temos uma hora para aprender o poema de cor, enquanto dançamos, enquanto nadamos. Retoma o primeiro verso do poema, convida toda a gente a repeti-lo para si mesmo.

A música recomeça. Dançamos, nadamos. A voz do ator continua a declamar o poema verso a verso, que o público retoma em uníssono. De tanto repetir o poema, fragmento a fragmento, toda a gente entra em recetividade e na aprendizagem do poema. O poema flutua na piscina tal como as notas, os sons, as melodias, os corpos.

No fim do concerto, todos saem da piscina, o seu poema na cabeça, depois de o terem entoado integralmente, em coro, em uníssono, como uma oração à glória de Euterpe, de Polímnia, de Apolo e de Poseidon.

Uma experiência sensorial e poética lúdica, apaixonada, federativa, pedagogicamente audaciosa e radicalmente viciante.