A 25ª Hora

Uma outra forma de se contar, uma outra forma de acolher uma palavra íntima, como no âmago da noite, na 25ª hora.

Um artista ou uma cientista entregam-se a uma entrevista, na mais completa escuridão.

A entrevista é dividida em três partes de vinte minutos cada, como um combate em três rounds.

Cada passagem entre um momento e o outro é marcada pela difusão de uma canção escolhida pelo artista entrevistado (ou seja, três canções no total).

 

Este dispositivo faz parte de COSMOBLACK, um conjunto de performances e de encontros que acontecem na escuridão completa. Entrar em COSMOBLACK, é viver o palco ouvindo-o e descobrir uma outra atenção às obras, uma concentração esquecida, uma profundeza dos sentidos que só a noite conhece. O lugar devoluto ao olhar torna-se então lugar da escuta, o corpo exposto torna-se o corpo pressentido. O que é habitualmente dado a ver, aqui é dado a ouvir, numa intimidade propícia à confidência, ao risco interior, à indigência, ao extremo. Uma nova forma de ir ao teatro.